24 de jun. de 2006


Para Renato e Camila - meus anjos da guarda


"Que assim seja"
Andam juntos com a liberdade na medida certa. Sempre me pareceram irmãos. Engano meu. São almas gemêas, almas complementares. Almas que me levam junto. Sou parte dessa história que não tem mais fim. No caminho nos encontramos pra vida nos ensinar o que é o amor incondicional. Hoje somos parte das boas armadilhas do Universo.Eu e vocês. Nós e todo mundo e todo o mundo. Nem irmãos, nem amigos. Almas unidas para todo o sempre. Amém.
autoria:anacarolinacaldas

20 de jun. de 2006

Poesia de Paula Fiuza

"o tempo passa.
e eu só percebo quando não consigo mais lembrar da voz
de como são as mãos
do modo como ele passa os dedos por entre os cabelos.
por mais que eu tente, procure,
desesperadamente nas gavetinhas do arquivo da minha memória,
não lembro.
ah, como isso me entristece!
demasiadamente.
tristeza diferente, profunda.
impotência que frustra, magoa.
prova irrefutável do que não quero admitir.
do que não quero viver
e ver."

(Paula Fiuza - acadêmica de jornalismo/Curitiba-Pr)

12 de jun. de 2006

Sobre figurinhas carimbadas:

Ela:Você é uma figura!!
Ele:Mas não carimbada.
Ela:Acho que não...
Ele:Eu tenho certeza...Sou figurinha repetida.
(...)
Ele: Você é uma figurinha também, mas das carimbadas.
Ela:O que é ser uma figurinha carimbada?
Ele: “...Quando eu colecionava figurinha....Não tinha esta lei que obriga as editoras imprimir exatamente o mesmo numero de cromos .....então, tinha algumas, que eram hiperdificeis, quase que únicas, como flores no deserto, que eram carimbadas.
Ela: que lindo...



autoria:conversa virtual entre eu e um amigo inspirado em uma quinta feira igualmente inspiradora

11 de jun. de 2006

"Um coração insensato, que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar. Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras(...), um velho coração que convence seu usuário a publicar segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta."

"Escrevo como que pra salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha."


Clarice Lispector.
Overdose de você.

Meus dias. Tantas coisas pra fazer. No meio disso tudo você. No trabalho e nas contas pra pagar. No meio disso tudo você. Parada, caminhando, falando, sentada, cozinhando, comendo, pensando. No meio disso tudo você. Juro que faço de tudo pra tirar você disso tudo. Eu faço reza brava, peço aos anjos, faço simpatia, promessas e mais promessas. Acordo, isso tudo e você tudo de novo...

autoria:anacarolinacaldas

3 de jun. de 2006


Caminhando Eu sou.
Eu andei de lá pra cá
Nada encontrei
Parei , respirei
E achei!


O caminho.


Pra quem sabe que não sabe de nada, este é o caminho.
Pra quem sabe que a lugar nenhum chegará, este é o caminho.
Pra quem sabe que a todo momento tudo muda, este é o caminho.
Pra quem sabe ser e não ter, este é caminho.


Eu sou
o caminho
E caminho.
autoria:anacarolinacaldas

27 de mai. de 2006

Quem é ela?

Lembranças da infância eu escuto
Todos os seus nomes, jeitos, sons e silêncios
Cheiro pai, cheiro pai
Morena de angola
Sandra Rosa Madalena
Ichiúca

Não, não
você não vai entender
Só nós.
Duas meninas – eu e ela
Uma delas minha irmã.

Olhos de jabuticaba, sorriso de mulher
Gargalhada de menina
Cabelo de índia, pele branca feito neve
Coração de mãe.

Passos certeiros, dança com alegria
Chora os guardados da vida
Levanta e sempre sacode a poeira
Ela é guerreira.

É a minha menininha que me ama
Eu a amo também
Minha irmã, companheira de vida
Tão longe tão perto.

Andressa, escuta aí
A nossa infância. Tá ouvindo?
Bicicleta, pular corda, esconde esconde, brincar de bicho,
de cabana, de bonecas, de rolimã, de teatro, de roda e

de amigas.

Pra sempre no coração.
Te amo, irmã.

autoria: Ana Carolina Caldas

20 de mai. de 2006

Quem somos nós?

Depois de tanto tempo, fomos os dois pela metade.Pra você, a sobrevivência da amizade, que é o mais claro entre nós. O resto é só confusão. Perguntou-me se isso faria com que deixássemos de ser amigos...Para mim, isso era pra depois, o importante era que fossemos inteiros apenas por alguns minutos. Meu desejo, uma explosão, você disse. O que aconteceu? eu disse.

Continua nossa amizade. Mais forte e intensa do que nunca. Só não posso lhe oferecer sempre o meu não desejo por você. Não o tenho. Conversas intermináveis, cumplicidade, brincadeiras, sorrisos, conselhos, abraços, beijos e amor. Podemos ser esse tipo de amigos?

Assim eu consigo.


autoria: Ana Carolina Caldas.
caos colorido

Fui até o dadaísmo pra entender a belle époque,
esse mundo cor de rosa que teimo viver.
Retornei.
E o caos agora me persegue
a pintar tudo o que vejo
de azul,
verde,
vermelho,
amarelo,
anil, laranja,
violeta, preto,
branco, azul,
verde...

de: anacarolinacaldas

19 de mai. de 2006

Os Poços

Havia uma cidade em que só havia poços, milhares de poços, mas não eram poços que se colocam água, eram poços que se colocam coisas. Água nem sabiam o que era. Com o tempo os poços começaram a ficar com manias de enfeitar a sua beirada. Adornavam com muros, com colunas, erguiam torres, com o tempo começaram a colocar coisas dentro deles. Uns colocavam televisão, geladeira, computadores. Outros colocavam carros, apartamentos, outros colocavam ouro, uns depositavam livros, alguns gostavam de roupas... enfiavam de tudo que havia para se colocar nos poços. Um dia os poços ficaram tão cheios que começaram a encostar uns nos outros, para resolver a situação uns começaram a cavar mais fundo para caber mais coisas. Para cavar tinham que tirar tudo de dentro do poço, e daí colocaram tudo para fora. Uns começaram a ficar com medo de perder suas coisas e desprotegidos se sentiam. Acovardados, botavam tudo de volta... Não, não era aquela a solução disseram alguns. Entrementes, um poço ficou curioso com aquele vazio proporcionado pela escavação. Sentiu algo diferente em ficar sem nada e resolveu tirar tudo de novo e reiniciar o bota fora. Os vizinhos aproveitaram e pegaram logo umas coisas que o outro poço jogava fora. Dia e noite o poço ficava mais fundo e a medida que ficava mais profundo menos escutava a fofoca dos poço vizinhos. Um dia depois de tanto cavar achou água... água de montão! Contente jogava água para o alto, chapinhava, bochechava, batia palmas. Do outro lado daquela cidade um outro poço resolveu também cavar, repetiu a mesma atitude do primeiro, com o tempo chegou também a água, claro. Os dois com o tempo começaram a cavar um túnel ligando seus poços; a água de um abastecia o outro e vice-versa. Esta comunicação despertou a atenção de outros poço e com o tempo havia novos poços se comunicando também.
Te encontro na água... Amor, sempre amor, Beijos


enviada por ele que vive na cidade "sanduíche"