14 de ago. de 2006


Todo Sentimento

Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo da gente
Preciso conduzir
Um tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez
Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu.

Chico Buarque

10 de ago. de 2006

Ás vezes, pequenos grandes terremotos ocorrem do lado esquerdo do meu peito. Fora, não se dão conta os desatentos.Os mais íntimos já me viram remexendo escombros. Em mim há algo imóvel e soterrado em permanente assombro. (Affonso Romano de Sant'Anna)

2 de ago. de 2006


SER VERDADE

(autoria:Angélica Maria)

Eu sou mulher no corpo de menina
Sou menina na essência da mulher
Sou sol quando cai a noite
Sou luar quando me apaixono
Quando estou feliz, sou mar
Sou cachoeira quando estou triste
Sou serenidade, molhada de chuva
Sou escuridão quando sinto medo
Quando choro, sou espelho da alma
Sorrindo, sou apenas eu
Sou ruim e, sendo assim, sou boa
Sou um tsunami de sentimentos
Quando decido é o fim
Teimosia pura
De uma mulher sempre em busca...


Poesia da guerreira e doce amiga Angélica

30 de jul. de 2006

Judiaria (Lupicínio Rodrigues)

Agora você vai ouvir aquilo que merece
As coisas ficam muito boas quando a gente esquece
Mas acontece que eu não esqueci a sua covardia, a sua ingratidão
A judiaria que você um dia fez pro coitadinho do meu coração
Estas palavras que eu estou lhe falando
Têm uma verdade pura, nua e crua
Eu estou lhe mostrando a porta da rua
Pra que você saia sem eu lhe bater
Já chega um tempo que eu fiquei sozinha
Que eu fiquei sofrendo, que eu fiquei chorando
Agora quando eu estou melhorando
Você me aparece pra me aborrecer

23 de jul. de 2006

Pra sempre.

Fomos inteiros.
Não somos mais metades.
Fusão de almas
E eu sei
Que você não sabe
o que fazer com isso.


Só lhe peço, meu eterno amigo
Não procure me entender
Não queira me explicar
Não me preserve
Não me proteja.

Não se proteja.

Volte.

Apenas quando
Ouvir você
Sussurrar meu nome
Apenas quando
Falar pra você:

"que agora inteiros não precisamos mais de nós
pra se consumir

somos de novo um de cada lado
lados eternizados:
eu em você e você em mim”



autoria: anacarolinacaldas

10 de jul. de 2006


" ...quando eu precisar...volto pra cá
mas agora... é primavera em meu coração.
Não posso ficar
Preciso voar..."




Inverno pro cês porque eu encontrei a
Prima Vera!
autoria: anacarolinacaldas

8 de jul. de 2006

Universo ao meu redor

Tarde, já de manhã cedinho
Quando a névoa toma conta da cidade
Quem pega no violão
Sou eu, sou eu
Pra cantar a novidade

Quantas lágrimas de orvalho na roseira
Todo mundo tem um canto de trsiteza

Graças a Deus um passarinho
Vem me acompanhar
cantando bem baixinho
E eu já não me sinto só
Com o universo ao meu redor


Marisa Monte/Arnaldo Antunes/Carlinhos Brown - 2005

29 de jun. de 2006


Cataclisma


Mas o que é que anda movendo montanhas aí dentro de você?

é tempestade
Dor e fuga em busca
da vida

como maremoto
Água vindo e a gente correndo
Deixando tudo pra trás

pra frente sem saber
o que Será?
Nem pra que chegar

como a manhã que nasce
Pra olhar o que restou
sol brilhando
na' alma triste renascida

terra mexida
coração no lugar
montanhas se unem
pra recomeçar.



Autoria: anacarolinacaldas



*Uma das lendas mais antigas da Índia, conservada nos templos por tradição oral e escrita, reza que há várias centenas de mil anos, havia no Oceano Pacífico um imenso continente, que foi destruído por convulsões geológicas e cujos fragmentos podem ver - se em Madagascar, Ceilão, Sumatra, Java, Bornéu e ilhas principais da Polinésia. As altas mesetas do Industão, não estariam representadas senão pelas grandes ilhas contíguas ao continente central... Segundo os Brahmanes, essa região havia alcançado um alto grau de civilização e a península do Industão, acrescida pelo deslocamento das águas na ocasião do grande cataclisma, não fez mais que continuar a cadeia das primitivas tradições originadas no mesmo continente.


"Através da tecnologia avançada, muitos estavam fazendo mau uso de seus poderes criativos, manipulando a vida humana de maneiras grotescas, realizando experimentos com a própria estrutura da matéria e desenvolvendo devastadores instrumentos de destruição. Aqueles que estavam mais avançados, espiritualmente, foram levados a outras partes do mundo, deixando monumentos para serem mais tarde descobertos em lugares como o Egito e a América do Sul, marcando a presente história conhecida no mundo. A Atlântida, então, num violento cataclisma, desapareceu sob as ondas, levando os que estavam intencionalmente profanando a vida humana. Eles tiveram de ser desterrados por um longo período de longa revisão, enquanto os grandes e violentos ciclos do tempo passavam; somente no último século e meio lhes foi permitido retornar à Terra para resgatar o seu trabalho destrutivo do passado e, ao mesmo tempo, desenvolver meios de servir à humanidade. Trouxeram com eles a memória oculta da tecnologia avançada, que agora tem se desenvolvido tão rapidamente. Porém, mais uma vez, pessoas tentadas pela curiosidade, compulsões internas, poder e dinheiro, estão trazendo a este século a terrível destruição do nosso lar terreno e a manipulação da humanidade".( site www.caminhosdeluz.org)

24 de jun. de 2006


Para Renato e Camila - meus anjos da guarda


"Que assim seja"
Andam juntos com a liberdade na medida certa. Sempre me pareceram irmãos. Engano meu. São almas gemêas, almas complementares. Almas que me levam junto. Sou parte dessa história que não tem mais fim. No caminho nos encontramos pra vida nos ensinar o que é o amor incondicional. Hoje somos parte das boas armadilhas do Universo.Eu e vocês. Nós e todo mundo e todo o mundo. Nem irmãos, nem amigos. Almas unidas para todo o sempre. Amém.
autoria:anacarolinacaldas

20 de jun. de 2006

Poesia de Paula Fiuza

"o tempo passa.
e eu só percebo quando não consigo mais lembrar da voz
de como são as mãos
do modo como ele passa os dedos por entre os cabelos.
por mais que eu tente, procure,
desesperadamente nas gavetinhas do arquivo da minha memória,
não lembro.
ah, como isso me entristece!
demasiadamente.
tristeza diferente, profunda.
impotência que frustra, magoa.
prova irrefutável do que não quero admitir.
do que não quero viver
e ver."

(Paula Fiuza - acadêmica de jornalismo/Curitiba-Pr)