Poesia de Ivan Ivanovick
Mas, se fosse longe.
Mais, bem mais longe.
Sempre há um jeito de ser pior
É, mas desse jeito,
a gente se acostuma primeiro depois pensa.
Assim evita um pouco o desespero
Além do mais,
todo lugar tem estrelas
(parece até que são as mesmas)
A gente se encontra.
A poesia continua, Ivan!
Em busca de palavras que possam romper os dias.Palavras de todos os jeitos.Meus amigos cheguem mais perto...Fiquem à vontade.Que as palavras nos encontrem!
4 de out. de 2006
1 de out. de 2006
Vou pedir licença para os tempos das poesias e expressar meu sentimento de indignação com a imprensa brasileira que nos trata como se todos fossemos medíocres e ignorantes, como se não mercessemos ao mínimo cobertura "um pouquinho imparcial"...Chega deste 4° poder!!!!!!!
Leiam texto do Prof° Toni :
A mídia venceu: vou votar no Lula!
Depois de abrir o UOL, antevendo a manchete da Folha de S.Paulo para amanhã, resolvi: vou votar!Não suporto a idéia de ser obrigado a fazê-lo, essa lei é anacrônica e estúpida, mas pior é ver a eleição sendo decidida pelo golpismo da imprensa!Não consigo deixar de pensar em 1989, quando a Globo fazia o serviço sujo, secundada por órgãos da imprensa escrita.Claro que este Lula e este PT não se parecem nadinha com o de 1989. Já a mídia...Penso que meu voto não refrescará em nada, mas não contribuirei com esses tontos e menos ainda com a hipótese de ver o Brasil governando pela OPUS DEI.Entristecido, emputecido, torcendo o nariz, vou à seção eleitoral amanhã para cravar o 13, espero que pela última vez
http://proftoni.blogspot.com/
Leiam texto do Prof° Toni :
A mídia venceu: vou votar no Lula!
Depois de abrir o UOL, antevendo a manchete da Folha de S.Paulo para amanhã, resolvi: vou votar!Não suporto a idéia de ser obrigado a fazê-lo, essa lei é anacrônica e estúpida, mas pior é ver a eleição sendo decidida pelo golpismo da imprensa!Não consigo deixar de pensar em 1989, quando a Globo fazia o serviço sujo, secundada por órgãos da imprensa escrita.Claro que este Lula e este PT não se parecem nadinha com o de 1989. Já a mídia...Penso que meu voto não refrescará em nada, mas não contribuirei com esses tontos e menos ainda com a hipótese de ver o Brasil governando pela OPUS DEI.Entristecido, emputecido, torcendo o nariz, vou à seção eleitoral amanhã para cravar o 13, espero que pela última vez
http://proftoni.blogspot.com/
28 de set. de 2006
14 de set. de 2006
A tal loucura
Pode a razão arriscar-se na loucura por vontade própria?
De que vale a razão do homem senão para o outro?
No silêncio
a individualidade cala as loucuras mais prazerosas
que faz do homem SER.
A realidade dos outros são os outros. A minha,
é a verdade encontrada no estranho.
Já percebi que o louco não teme.
Vou, então, nela, na loucura,
encontrar meu absurdo.
Destarte, faço amor
com meus insanos puros.
Porque o louco
pode tudo perder,
menos a razão.
Élisson
Pode a razão arriscar-se na loucura por vontade própria?
De que vale a razão do homem senão para o outro?
No silêncio
a individualidade cala as loucuras mais prazerosas
que faz do homem SER.
A realidade dos outros são os outros. A minha,
é a verdade encontrada no estranho.
Já percebi que o louco não teme.
Vou, então, nela, na loucura,
encontrar meu absurdo.
Destarte, faço amor
com meus insanos puros.
Porque o louco
pode tudo perder,
menos a razão.
Élisson
7 de set. de 2006
2 de set. de 2006
1 de set. de 2006
28 de ago. de 2006

SEPARAÇÃO
Voltou-se e mirou-a como se fosse pela última vez, como quem repete um gesto imemorialmente irremediável. No íntimo, preferia não tê-lo feito; mas ao chegar à porta sentiu que nada poderia evitar a reincidência daquela cena tantas vezes contada na história do amor, que é história do mundo. Ela o olhava com um olhar intenso, onde existia uma incompreensão e um anelo, como a pedir-lhe, ao mesmo tempo, que não fosse e que não deixasse de ir, por isso que era tudo possível entre eles.
Viu-a assim por um lapso, em sua beleza morena, real mas já se distanciando na penumbra ambiente que era para ele como a luz da memória. Quis emprestar tom natural ao olhar que lhe dava, mas em vão, pois sentia todo o seu ser evaporar-se em direção a ela. Mais tarde lembrar-se-ia não recordar nenhuma cor naquele instante de separação, apesar da lâmpada rosa que sabia estar acesa. Lembrar-se-iá haver-se dito que a ausência de cores é completa em todos os instantes de separação.
Seus olhares fulguraram por um instante um contra o outro, depois se acariciaram ternamente e, finalmente, se disseram que não havia nada a fazer. Disse-lhe adeus com doçura, virou-se e cerrou, de golpe, a porta sobre si mesmo numa tentativa de secionar aqueles dois mundos que eram ele e ela. Mas o brusco movimento de fechar prendera-lhe entre as folhas de madeira o espesso tecido da vida, e ele ficou retido; sem se poder mover do lugar, sentindo o pranto formar-se muito longe em seu intimo e subir em busca de espaço, como um rio que nasce.
Fechou os olhos, tentando adiantar-se á agonia do momento, mas o fato de sabê-la ali ao lado, e dele separada por imperativos categóricos de suas vidas, não lhe dava forças para desprender-se dela. Sabia que era aquela a sua amada, por quem esperara desde sempre e que por muitos anos buscara em cada mulher, na mais terrível e dolorosa busca. Sabia, também, quer o primeiro passo que desse colocaria em movimento sua máquina de viver e ele teria, mesmo como um autômato, de sair, andar, fazer coisas, distanciar-se dela cada vez mais, cada vez mais. E no entanto ali estava, a poucos passos, sua forma feminina que não era nenhuma outra forma feminina, mas a dela, a mulher amada, aquela que ele abençoava com seus beijos e agasalhara no instante de amor de seus corpos. Tentou imaginá-la em sua dolorosa mudez, já envolta em seu espaço próprio, perdida em suas cogitações próprias por ser desligado dele pelo limite existente entre todas as coisas criadas.
De súbito, sentindo que ia explodir em lágrimas, correu para a rua e pôs-se a andar sem saber para onde...
“Vinícius de Moraes”
24 de ago. de 2006
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