6 de jun. de 2009



"Útil" ao agradável


1. Os romanos tinham 3 tipos de beijos: o basium, trocado entre conhecidos; o osculum, dado apenas em amigos íntimos; e o suavium, que era o beijo dos amantes. Os imperadores romanos permitiam que os nobres mais influentes beijassem seus lábios, enquanto os menos importantes tinham de beijar suas mãos. Os súditos podiam beijar apenas seus pés.

2. Antigamente, na Escócia, o padre beijava os lábios da noiva no final da cerimônia de casamento. Dizia-se que a felicidade conjugal dependia dessa benção em forma de beijo. Depois, na festa, a noiva deveria circular entre os convidados e beijar todos os homens na boca, que em troca lhe davam algum dinheiro.

3. Na Rússia, uma das mais altas formas de reconhecimento oficial era um beijo do czar. No século XV, os nobres franceses podiam beijar qualquer mulher que quisessem.
4. Na Itália, entretanto, se um homem beijasse uma donzela em público naquela época era obrigado a se casar com ela imediatamente.

5. Beijo francês é aquele em que as línguas se entrelaçam. A expressão foi criada por volta de 1920.

6. Na linguagem dos esquimós, a palavra que designa beijar é a mesma que serve para dizer cheirar. Por isso, no chamado “beijo de esquimó″, eles esfregam os narizes.

7. Em 1909, um grupo de americanos que consideravam o contato dos lábios prejudicial à saúde criou a Liga Antibeijo.

8. Boatos no final do século XIX atribuíam à estátua do soldado italiano Guidarello Guidarelli, obra do século XVI assinada por Tullio Lombardo, o poder de arranjar casamentos fabulosos a todas as mulheres que a beijassem. Desde então, mais de 7 milhões de bocas já tocaram a escultura em Veneza.

9. Por causa do chefe de polícia de Tóquio, que achava o ato de beijar sujo e indecoroso, foram apagados dos filmes norte-americanos mais de 243.840 metros de cenas de beijos.

10. Oliver Cromwell, no século XVII, proibiu que fossem dados beijos aos domingos na Inglaterra. Os infratores eram condenados à prisão.

31 de mai. de 2009


Um tempo



Eu me permito hoje, só por hoje, desnudar-me nas entrelinhas das linhas mal ou bem escritas. Devaneios escondidos segredos não-revelados. Apenas curar a loucura que é normal dentro, tão dentro, que há tanto, por isso, pra se dizer... Desenfreada corrida que nem chega anoitecer o coração dispara e começa, tudo de novo, não tão novo. O velho de hoje, as notícias repetidas, o pão e o café, na mesma esquina, de sempre. Eis que nesta mesma surrupia o vento este teu desejo, tão seu, vem em lágrimas. Chuva fina teima e distrai a força que era tempestade. O frio, o sol, tudo junto e ao mesmo tempo. O tempo, teu desejo que retorna, aquece o solo, pisado, tão pisado sem nem ao mesmo saber por que pisa. Por um instante. Outra esquina, o corpo ereto, a cabeça altiva, os braços despencam. Cansaço. Descansa ali no banco da praça. Já respira agora, sem aparelhos. Já aspira novos anseios. Eu me permito hoje, amanhã e depois sentar no banco da praça, olhar as nuvens do céu, melancolicamente, só ontem. Repisar o solo, novos ventos, que venha logo a tempestade. E o sol surrupia alegria tão dentro, do teu desejo, na esquina, tudo junto ao mesmo tempo. Coração dispara. E começa. Chuça fina aquece o solo, repisado. Desenfreada corrida, nem chega anoitecer, braços despencam, corpo ereto e a cabeça altiva. Descansa. No banco da praça, na outra esquina. Eu me permito, de novo, tudo de novo.

22 de mai. de 2009

Porvir

Tem tanto mundo num só coração
Meus olhos fazem as cenas
De um grande espetáculo
Que está por vir, que está por vir
Porvir

Tem tanta desordem pelo corpo
Meu sentidos fazem a confusão
De uma grande revolução
Que está por vir, que está por vir
Porvir


Tem tantos sonhos dentro do ventre
Meu pés fazem o caminho
De uma grande mudança
Que está por vir, que está por vir
Porvir

Tem tanto silêncio na cabeça
Minhas mãos e braços dão o sinal
Do amor, só do amor que é preciso
Para vir.

12 de mai. de 2009

Para: Ana
De: Do amigo Zé Beto



menina que se lança...
que se lança...
mesmo porque não há como reter a força que não se sabe de onde vem
e espalha ao vento palavras de ordem, poesias em desordem
embaladas nas forças do bem
porque disparadas de um coração que ama
menina que está tão perto e tão longe
e tão dentro
porque os encontros na vida são assim
encontros de alma,
já que os corpos apenas nos carregam
com todas as incertezas, com todas as certezas,
com toda a força
da menina que lança... que se lança...






bom dia
zb

2 de mai. de 2009


Para além do precipício


Como um suicídio
Ali na frente, o precipício
Sorriso estampado na cara
Frio na barriga, as borboletas que voam
Tal e qual dos apaixonados
E ali o precipício
A espera do suicídio
Mãos, braços abertos
Suspiro profundo engole ventania
Vontade de gritar
E ali o precipício
A espera do suicídio
Olhos brilham para ocaso
Sol aquece o corpo vivo
Cheio de vida, desejos avistam horizonte
Um passo a frente
E ali o precipício
A espera do suicídio
Imagem reflete água límpida
Papel em branco, pessoa água turva
E a vontade súbita
Arde fogo sem cessar
E ali o precipício
A espera do suicídio
Não há dúvidas
Que de lá apenas o mistério
A quem vai, precipita, suicida
O que já morreu.

25 de abr. de 2009


Nos passos de Alice


Aqui pensando

Na vida de Alice

Fora e dentro do espelho

Me pareço

Apreço

Hoje tão sem apreço

Nem sei porque

Se é tanta luz

Que me leva

Até lá

Depois

Dos passos de Alice

18 de abr. de 2009

FRAGMENTOS DE CHICO

Não se afobe não
Que nada é pra já
O amor pode esperar em silêncio....

Poemas Mentiras
(.........................)

Amores serão sempre
Amáveis
Futuros amantes....

Se amarão sem saber
Um amor que um dia deixei pra você....

10 de abr. de 2009


LADO A LADO
por Luis Fernando Veríssimo



Encosto ou não encosto? Só o joelho. O que pode acontecer? Ela dizer “Mr. Lula, please!” Aí eu recolho o joelho, peço desculpas, “aimsórri, aimsórri” e pronto. Se eu soubesse falar inglês, explicaria. Sabe o que é, Elizabeth? Eu estava aqui pensando: quando é que, lá em Pernambuco, eu ia imaginar que um dia estaria sentado ao lado da rainha da Inglaterra? Não sei quem é que me botou aqui para tirar esta fotografia dos G-20. Não acho que tenha sido um pedido seu, “Quero o bonitinho de barba à minha esquerda”. Claro que não. Mas o fato é que estou aqui e o Barack está aí atrás em algum lugar, de pé e se perguntando o que eu tenho que ele não tem. O Sarkozy não deve nem estar aparecendo. Ficou atrás da Merkel e não vai sair na foto. E eu aqui ao seu lado, na primeira fila. Isto significa muito, viu Elizabeth?

Lá na minha terra vai ter gente se mordendo de raiva. Onde já se viu, aquele retirante nordestino que nem fala direito sentado à esquerda da Rainha da Inglaterra? Quando eu me elegi muita gente ficou horrorizada: como é que vai ser quando ele, um torneiro mecânico, tiver que nos representar num jantar oferecido, por exemplo, pela coroa inglesa? Vai ser servido na cozinha, para não dar vexame na escolha dos talheres. E aqui estou eu, sentado ao lado - com todo o respeito - da coroa inglesa em pessoa.

Se foi o protocolo que me botou aqui, ele acertou, viu Beth? Você, queira ou não, não é só a rainha dos ingleses, é, simbolicamente, a rainha de todos os loiros de olhos azuis do mundo, incluindo o Barack. De todos os bandidos que causaram esta crise e hoje nos infernizam a vida. E, de certo modo, eu sou o seu oposto. Sou uma espécie de rei republicano dos não loiros do mundo - ou pelo menos deve ter sido essa a ideia do protocolo aos nos botar lado a lado. Todos os outros chefes de estado desta fotografia seriam dispensáveis. A foto poderia ser só de nós dois e estariam todos representados.

E isto significa outra coisa também, viu, Beth? Eu não me contentei em ter nascido na miséria, no Nordeste, e quis mais. Não me contentei em ser um torneiro mecânico em São Paulo e quis mais. Não me contentei em ser um líder sindical e quis mais. Não me contentei em perder eleição atrás de eleição, insisti e acabei presidente.

Agora estou aqui, lado a lado com a Rainha da Inglaterra, num dos pontos mais altos da minha carreira, e também quero mais. Por isso, minha perna se moveu e meu joelho encostou no seu. De certa forma, o movimento da minha perna foi o passo final da caminhada que começou em Pernambuco, tantos anos atrás. Já que, ao contrário de você, Beth, não posso ficar no poder para sempre.
Canção do Dia de Sempre


Tão bom viver dia a dia…
A vida assim, jamais cansa…
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu…
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência… esperança…
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas…


Mário Quintana

Data e Dedicatória

Teus poemas, não os dates nunca... Um poema
Não pertence ao Tempo... Em seu país estranho,
Se existe hora, é sempre a hora estrema
Quando o anjo Azrael nos estende ao sedento
Lábio o cálice inextinguível...
Um poema é de sempre, Poeta:
O que tu fazes hoje é o mesmo poema
Que fizeste em menino,
É o mesmo que,
Depois que tu te fores,
Alguém lerá baixinho e comovidamente,
A vivê-lo de novo...
A esse alguém,
Que talvez ainda nem tenha nascido,
Dedica, pois, os teus poemas.
Não os dates, porém:
As almas não entendem disso...



Mário Quintana