24 de jan. de 2010

EXPECTATIVAS, de ALICE RUIZ, tudo começa do mesmo jeito diferente o que se quebra pesa mais do que o sonho leva como se o dia não passasse dessa noite tudo começa do mesmo jeito diferente o que se quebra pesa mais do que o sonho leva como se o dia não passasse dessa noite...
LADAINHA , de ALICE RUIZ : "Era uma vez uma mulher que via um futuro grandioso para cada homem que a tocava um dia ela se tocou...Eu pensava que o amor me faria uma rainha e quando você chegasse não seria mais sozinha você chega da gandaia só pensando numazinha seu amor é pouca palha para minha fogueir...inha. O que você jogou fora é para poucos. O meu mal foi jogar pérolas aos porcos. Eu não sou da sua laia, não quero sua ladainha. Pra ser mal acompanhada. Prefiro ficar na minha." http://aliceruiz.com.br/

19 de jan. de 2010


Eco

Fui até...não deveria ter ido

Um pé balançando no precipício

Outro, equilibrando-se

Tentando, esperando te ouvir...

Gritei, gritei tantas vezes

E lá longe, muito longe

Apenas minha voz escutei

Novamente

Gritos e gritos devolvidos

Somente a minha voz...

Num eco triste, sem volta

Quase outro pé

Veio dar o destino que este amor merecia

Mas antes do precipício

Veio o sol

Secar as minhas lágrimas

Me fez adormecer

Cansada, cansada

Dos gritos que ecoaram

E nunca chegaram

Nem sequer perto

Do seu coração

Você agora mora

No precipício

E de lá nunca mais

Vai sair.



Ps:

Quem sabe

Um dia

Escute teus gritos

Ecoando

Voltando para você

Entender o que é um eco sem volta...

Presença

coragem de andar
sobre os precipícios
sem desfalecer,
entre labaredas,
mas não se queimar,
com os violentos
e os indiferentes,
no mundo inimigo,
sem deixar de amar.

de helena kolody
Vovô ganhou mais um dia. Sentado na copa,de pijama e chinelas, enrola o primeiro cigarro e espera o gostoso café com leite. Lili, matinal como um passarinho, também espera o café com leite. Tal e qual vovô. Pois só as crianças e os velhos conhecem a volúpia de viver dia a dia, hora a hora, e suas esperas e desejos nunca se estendem além de cinco minutos...


Viver, de Mario Quintana

10 de jan. de 2010


Abrir as gavetas

Em 2010 prometo, prometo, prometo.
Não há mais nada para prometer,
Apenas abrir as gavetas,
Empoeiradas
Outras novinhas, vazias
Aguardando os sonhos, os meus
Gavetas emperradas de medo
Devagarzinho, abro.
Tantos entulhos deixados de lado
Tantas e outras lembranças
Esquecidas
Gaveta ao fundo com espelho
Redescubro
Nas gavetas todas abertas!

Abro as gavetas e que venha 2010!

29 de dez. de 2009

VIVA OS NOVOS DIAS!

Eh Viva! Viva os novos dias que se aproximam! Saravá, Aleluia, Amém



1- Que cachoeira é essa que descansa meus olhos?


2- Que cachoeira é essa que mata minha sede?


3- Que brisa é essa que leva as gotas para a vegetação?


4- Que barulho é esse que me acalma e tranqüiliza?


5- Que aroma bom é esse?


6- Que água tão limpa é essa?


7- Quem é aquele velhinho sentado na pedra perto da cachoeira?




Temos somente a resposta da ultima pergunta:É PAI BENEDITO DA CACHOEIRA


Bondoso velhinho sentado em uma pedra a beira da cachoeira, sua pemba em meu corpo cicatriza as chagas de meu orgulho, suas mãos cansadas tocam meu sentimento e contornam minha mente, sua sabedoria esta na compreensão dos pedidos dos irmãos, sua reza guiam meus pés aos bons caminhos, protegidos pela sua doce imantação, minhas mãos estendidas em suplicas são tão pequenas quanto as luzes refletidas de seu corpo: Os ventos sopram as lagrimas transbordadas dos seus olhos sendo recolhidas e conduzidas por Mamãe Oxum derramando-as nas águas da cachoeira, regando as flores de alfazema!


Autor Emidio de Ogum




(Cachoeira São Joao da Graciosa 19/12/2009
Créditos foto: Gilson Camargo)

27 de dez. de 2009

Recado ao coração


Promete pra mim:
No ano que vem
Para de ser bobo
Teimoso e torce
Pro meu time
Joga ao meu lado
Faz ao menos um gol
Ganha uma partida
Ah! Coração
Andas na linha comigo
Me fez errar tanto,
Desperdiçar noites e noites
Tudo em vão
Ah! Coração
Aponta teu dedo
Aos que me olhem
Assim, com o respeito
Que você merece
Promete?
Vais me tirar estas algemas
Que me ligam aos que
Não tem coração!



8 de dez. de 2009

conversaentreamigas

Contra raiva, vacine-se

Hoje numa conversaentreamigas “dissertei” sobre a raiva. E a defendi raivosamente com unhas e dentes. Por ora, pelo menos neste momento, ela tem sido libertadora e positiva, além de mobilizadora. Tirando mobilizar copos, garrafas...que sinceramente não faz bem o meu tipo de raiva, tem mobilizado minhas defesas contra invasores do tipo que devem ficar bem longe, e você apenas se deu conta quando....Bem, isso não vem mais ao caso. Por que assim como as baratas – aqui neste caso é a raiva do tipo nojo, sim este tipo faz parte, voaram, os invasores “foram mobilizados para muito longe”! E por último, esta é a mais doída, raiva de mim. Essa dói. Por que afinal, você não vai bater nesta “pobrecriaturaindefesa” que é você, né? Nem pena, ter pena desta grandecriatura que é você!? Não! De jeito algum. O fato é que diante disso tudo você não sabe o que fazer com você. Ao final da conversa, minha amiga, que me deixou dissertar sobre a atual fiel amiga raiva, apenas me disse: Perdoe-se.


Ok, você venceu! Contra raiva, vacine-se!
Ei, não você ai que me deu muita mais muita raiva.
Quem venceu, fui euzinha aqui, ó!

Um nó só
Cheguei
E agora?
Não sei mais sair do labirinto !
No meio de um novelo
Que não tem fim
Todas as cores, emaranhados, agulhas,
Não vão a lugar algum
Ficam aqui enroscando
A vida, os pés, o coração
Eu, todinha.

Um dia desato esse nó.
E aí CE vai ver só.
Vai ficar só
E eu sumo no pó!