1 de abr. de 2010


Para onde?

Onde isso vai dar

Eu não sei

Correnteza d`água

Que me leva

Sem controle

Vejo o horizonte

E não vejo

Por vezes tenho medo

De tudo e de você

Contra maré

Me fez desistir

Tantas vezes

Nadar e morrer na praia

É a sina

Desta história?

28 de mar. de 2010



RECOMPENSAS

pois é
hoje em dia eu elogio
amo
falo
sinto
ainda esperando
recompensas
mas elas
se esvaem...
quisera eu
aprender
amar,
sem precisar
ser amada
ai vou ser feliz da vida!
sair por aí
sem medo engasgado
na garganta...
cantando
a todos os ventos
todo o amor
que sinto
sem esperar
recompensas!!!!
isso sim
é vida
feliz

:))

Para Minha Biografia

Estava por ai vagando

Resolvi acordar de alguns bons dias de letargia

Que me fizeram parar, não pensar nos sonhos

Desejos...

estes elementos que remontam

A essência da vida

Trata-se de difícil tarefa

Esta a de sonhar

Mas eis que faz viver

de verdade

Ter sentido

No caminho

Que se refaz

Minha doce mãe

Me viu hoje pela manhã

E me olhando, me olhando...

Voltou ao tricô

E me disse:

-Cê ta diferente....Teu brilho voltou.

Ah! Quer sinal mais certeiro

Que voltei para o caminho certo da vida?

Olhar de mãe.

E ela se levantou , e ainda me olhando

Deu o veridicto final:

-Tá com uma beleza de emocionar. Aquela beleza das mulheres que

sabem o que querem da vida.

Só me restou chorar

De alegria de saber que recomeçar

É acreditar que nessa vida

Os méritos e deméritos

São meus e de mais ninguém

Os sonhos cabem a mim sonhar

Os objetivos eu decido

Se vou ou desisto

E agora no silêncio da casa,

Acendi uma vela

Fiz uma oração

E agradeci.

Por estes momentos

Que valem muitos mais

Do que qualquer platéia, troféu

Ou dinheiro...

Amém.

15 de mar. de 2010

Assinatura, nome e sobrenome

Ando atrás da minha assinatura, do meu nome e sobrenome

Faz tempo, eu os esqueci em uma prateleira qualquer

As vezes, de vem em quando, ventania abre a janela

Os papeis todos saem voando pela casa

Assim vão meus pensamentos

Atrás da minha assinatura, do meu nome e sobrenome.

Embora os dias, as idéias trancadas no meu sótão

Nas madrugadas, elas saem voando pela casa

Assim vão meus ímpetos

Atrás da minha assinatura, do meu nome e sobrenome.

Meus passos ficam firmes, decididos

Há falta de coragem, indecifrável

Assim vão meu medos

Atrás da minha assinatura, do meu nome e sobrenome.

Quem sabe amanhã, tua assinatura, nome e sobrenome

Num acaso do destino

Te reencontre

28 de fev. de 2010

"Quando conhecer sua alma, pintarei seus olhos."

(Amedeo Modigliani )

24 de fev. de 2010

"Me Larga!" (e me abraça!)

As separações são decididas por dinâmica que pouco tem a ver com os defeitos do outro ÀS VEZES , milagrosamente, um psicanalista consegue transmitir os resultados de sua experiência clínica do jeito certo: sem simplificar, mas sendo mais cuidadoso com o leitor leigo do que preocupado em impressionar a turma dos colegas.
É o caso do livro de Marcel Rufo, "Me Larga! Separar-se para Crescer", recentemente traduzido em português pela Martins Fontes.
Rufo, 62, francês, terapeuta de crianças e adolescentes, segue passo a passo as peregrinações pelas quais o indivíduo conquista sua autonomia, ou seja, o difícil caminho que leva da fusão inicial com a mãe à independência rebelde do adolescente.
Ao longo do percurso, ele apresenta inúmeras vinhetas clínicas: crianças agressivas, infelizes na escola, com enuresia, pré-adolescentes adotados ou que se imaginam sê-lo, outros que fogem sem parar, jovens que se drogam ou querem acabar com sua vida, assim como pais que largam os filhos cedo demais e outros que não os largam nunca.
Mas "Me Larga!" não é apenas um livro para pais e filhos sobre as dores do crescimento. A leitura é, para qualquer um, uma ocasião imperdível para refletir um pouco sobre o conflito (que nunca pára de nos assolar) entre nossos sonhos de sossego e nossos anseios de independência -conflito especialmente complicado, aliás, porque ele se repete dentro de cada um dos campos que nele se enfrentam: o amparo da dependência é também o porto seguro que (mesmo remoto e fantasiado) nos dá a força de continuar navegando para o largo, e não há liberdade sem a nostalgia de um lar que nos prenderia.
Como escreve Rufo: "Prender-se, desprender-se, voltar, sair novamente, encontrar, abandonar... Toda a nossa vida segue esse movimento permanente". E relacionar-se significa encontrar um mágico equilíbrio nesse movimento: "Cada qual precisa do outro para se construir e se conquistar, para se tranqüilizar às vezes, e para compartilhar momentos, idéias e desejos. O outro é precioso na medida em que representa uma abertura para o mundo".
Ou seja: a solução do conflito entre dependência e autonomia nunca é definitiva e é um paradoxo. Como é possível encontrar amarras que nos libertem?
Em suma, o conflito entre nossa necessidade de amparo e apego e, do outro lado, nossa sede de separação e independência é central na constituição de nossa subjetividade e continua crucial durante a vida toda. Sugiro um exemplo.
Em geral, atribuímos tanto os apaixonamentos quantos as separações de nossa vida amorosa ao outro, que se revela, segundo os casos, sublime, incompetente ou sacana. Ou então, às circunstâncias, facilitadoras ou infelizes. Mas talvez os percalços de nossa vida amorosa sejam decididos por uma luta que se trava dentro de nós e que pouco tem a ver com as qualidades e os defeitos do outro ou com as adversidades do mundo.
Talvez a gente se apaixone e se separe sobretudo conforme o ritmo do antigo e inesgotável conflito interno entre nossas aspirações de navegador solitário (a imagem é de Rufo) e nossa nostalgia de uma fusão na qual, enfim, poderíamos descansar de vez. Prova disso?
Primeiro, obviamente, pense nas separações, por assim dizer, "abstratas": aquelas que acontecem em razão de um surto irresistível de independência num dos dois ou em ambos e, inversamente, naquelas que são maneiras de manter o conforto de outro apego: "Gosto de você, mas me largue, porque você me leva para liberdade demais; prefiro ficar aqui no quentinho".
Logo, lendo o livro de Rufo, é fácil reencontrar as modalidades da ruptura amorosa na lista dos percalços das separações pelas quais a criança conquista sua autonomia: separar-se para não ser abandonado, separar-se para crescer e medir o alcance de nossa liberdade, separar-se para testar o outro, para verificar que ele não nos deixará por isso, e por aí vai.
É como se os altos e baixos de nossa vida amorosa fossem, antes de mais nada, a expressão de um conflito entre liberdade e apego que está em nosso âmago e nunca se resolve.
À primeira vista, muitos acharão essa idéia incongruente com sua experiência. Mas, antes de descartá-la, façam o seguinte. Depois de uma separação, quando os "erros" e as "falhas" do outro se afastaram um pouco na memória e começam a parecer irrelevantes, pergunte-se, por exemplo: "Mas, afinal, por que nós nos separamos?" Na maioria dos casos, a gente não sabe responder de CONTARDO CALLIGARIS

23 de fev. de 2010

Ri-ma?


Não lhe peço fidelidade

Apenas sinceridade.

Diga-me sua idade

Vem você da eternidade

Queimar toda saudade

Enquanto busco felicidade