12 de jul. de 2010

O que era tão doce se acabou

Sabe...
Sinto-me como o maratonista
Que acaba na linha de chegada
Com o último suspiro guardado para o momento
Esta sou eu.
Apresento-me a você, doce príncipe
Para quem
entre as noites e manhãs
Esvaziei-me de energia
Para te fazer amar
Foi tanto amor
Tanto e tanto
Que ao não ser devolvido
Acabou. Assim.

Dentro de mim, resta
o gosto doce
Da tua companhia.
Que acabou.


Fora de mim, resta
o gosto doce
das novas companhias
que acabaram de chegar...

8 de jul. de 2010

MAPA ASTRAL DE MULHERZINHA!

Meu mapa astral neste ano é regido por CÂNCER. Na leitura, a astróloga disse coisas que eu não acreditei muito... Que neste ano eu me sentiria como uma mulher grávida. Seria um ano de fato DO TIPO MULHER. E GRÁVIDA. Explico: além da analogia de gestar algo, ou uma nova pessoa, nova vida, mutação, nascimento, eu sofreria transformações no corpo e no meu modo de levar a vida. Além do metabolismo mais lento, eu engordaria (isso eu não acreditei merrrrmo!) e que minha trilha sonora seria “Ando devagar porque já tive pressa”. E por último que descobriria coisas que só “mulherzinhas” fazem e desejam.
Não é que eu fui escutar a leitura novamente e está tudo na perfeita ordem? Tudo como foi “prescrito”? Agora, entendi porque tem tanta coisa fora da ordem na vida que sempre levei , tanta coisa mudando, tanta coisa que eu ando deixando para trás e tanta coisa nova fazendo mais sentido. E tanta gente estranhando... "essa moça que tá diferente.” Eu, que sempre fui elétrica, hj estou caseira, reflexiva, devagar e acreditando que sim... metade da vida é trabalho e a outra metade é uma porção de outras coisas. Eu que sempre comi muito e não engordava, agora... afe....arredondando....Eu que nunca fui muito afeita as coisas de “mulherzinhas”....tenho desejado e muuuito tudo isso. Um olhar de fato maternal para a vida. Um olhar mais colorido também. Um desejo de sofrer menos e ser mais acalentada. Tenho desejado ficar horas em casa, desejado fazer tricô, cozinhar, e o mais legal... tenho desejado ser mimada. Coisa que eu não me dava muito direito... Tenho feito chantagens emocionais...
Tenho na real desejado que o Superman venha me salvar!!!
E no meio dessas minhas reflexões neste momento canceriano da vida, tenho pensado na burrada que fizemos: Queimar os sutiãs! De vez em quando blasfemo contra...Mas logo passa. Por que na real...dá pra ser mulher independente, inteligente, bonita, modelo, atriz e apresentadora ...hehehehe .... sendo mais mulher, de fato. Ou seja, fazer que a natureza do feminino resplandeça sem medo de ser feliz... Se é que me entendem...? Se não entendem, esta é uma das características do meu mapa atual: pensar coisas bizarras e não ser muito compreendida. Ou seja, virar um ET!

Ps: Ah, e tenho chorado muito com qualquer coisa... assim como as mulheres grávidas. Então, vai devagar com o andor...

2 de jul. de 2010


MINHA SOBRINHA É BANGUELA!




Foi agorinha há uns 20 minutos.Depois de algumas semanas de dente molinho, alguns dias de dente balançando e uns dois últimos dias de dente pendurado, em que a diversão era mostrar pra todo mundo, "olha tá aparecendo o buraquinho", hoje Luiza tava incomodada, não tirou o dedo de dentro da boca, chegou a ficar com ele murchinho. Na escola, só o Guilherme Hasse já passou pela 'experiencia", esse rito de passagem. Ganhou uma moeda da fada do dente. Nos ultmos tempos, cada um que encontrava, contava pra ela sua historia. a tia que engoliu o dente enquanto dormia, as arrancadas com barbante e "fechadas" de porta, lencinhos e fios. Eu sentia calafrios cada vez que ela via me mostrar "o mamãe, tá mais mole hoje". Andava apreensiva por não saber o que fazer na hora, se ia sangrar ou não, sentia arrepios só de imaginar. Além disso, confesso que até então sempre achei meio bizarra essa fase das crianças desdentadas. Nos áltimos tempos Luiza não comia direito, dizia que doía quando mastigava, chegou a emagrecer e ficar com um pouco com febre. Desde ontem tenho dormindo do lado dela, em estado de vigilia, com medo que ela engasgue e engula o tão esperado dentinho. Hoje chegou cansada, meio abatida, a mão sempre na boca. Foi dormir cedo de roupa e tudo. Acordou no meio da noite dando risada, procurou meu umbigo. Voltou a dormir uns minutos mais e voltou acordar, ficou quieta de olho aberto. De repente, me diz "tá aqui o meu dentinho", com aquele pedacinho branquinho como se fosse uma pérola na mão. Celebramos abraçadas. Muitos beijos e sorrisos. O primeiro sorriso de banguela da minha borboletinha. Chorei de emoção. Perguntei se vamos colocar na janela ou embaixo do travesseiro pra fada do dente buscar, ou se esperamos o papai voltar pra mostrar pra ele. Luiza decidiu "amanhã a gente mostra pra ele no skype". E voltou a dormir, a minha banguelinha linda, a mais linda criança desdentada que eu já conheci.




de Andressa Caldas, minha irmã e mãe da Luiza.

24 de jun. de 2010

Aconchego

Amanhã acordo pedindo as bênçãos
Dos céus
E farei tudo o que o dia quiser
Todo o dia
Para esperar a tua mão
Na minha
Quando o sol se por
É por esse aconchego
Que vou lutar os minutos
de amanhã
pra acalmar o
meu desassossego...

22 de jun. de 2010

Homens ou ratos? Mulheres ou copos descartáveis?
Sentei hoje no último banco do ônibus, e em pé na minha frente, dois seres do sexo masculino conversavam... Homens de uns 30, 35 anos. Mas o teor do papo passaria fácil fácil pela faixa dos 18 aos 21... Resumindo, fiquei matutando aquelas palavras, o “raciocínio lógico” e o desprezo pelo amor, respeito e talvez quem sabe educação, a boa. A bendita da alteridade. A tal da consideração....Parece que anda mais fácil descartar...Dizer ao outro: se vire! Do que a máxima faça aos outros o que gostariam que fizessem para você. Fiquei pensando que talvez tenhamos boas exceções, tenhamos ainda entre os homens os que mesmo gostando da multiplicidade de mulheres e ao mesmo tempo... não as tornam objetos descartáveis. Ah, existem homens com H maiúsculo que preferem a boa educação a partir da verdade, do que mascarar o “cafajeste” com velas, elogios e champagnes. Acredito mesmo que existam homens que não agem como ratos e não subestimam as mulheres com quem se relacionam – independente do interesse que tenham por elas... Eca! Essa conversa que reproduzo abaixo me deu nojo, assim como tenho nojo de ratos!

- E aí cara, saindo muito?
- Estamos por ai, o que importa é a mulherada.
- Muita mulher? Quem você está pegando...?
- Ah... a Dani... Nossa, uma coisa! Maravilha!
- Amiga do Ricardo?
- Isso...
- Putz cara, pensei que você tava namorando com a morena lá.
- Morena? Morena? Ah tá... Ela me viu nuns amassos com a Dani. Acho que ficou brava...
- Ih...
- Mas cara... só tenho amigas. Não tem essa de namorando, nâo! Namoradinha, mas inha inha mesmo pode ser a Dani....mas com contrato assinado e todas claúsulas respeitadas...ahahahaha
- Tá certo! Mas e a morena, ficou de cara?
- É... mas nada que uns elogios ao telefone, umas velinhas na sala, uma boa champagne não façam ela vir correndo se por acaso falhar a Dani...
- hahahahhaaha. E também dois trabalhos, né cara?
- Isso, ficar ou não... dois trabalhos...

17 de jun. de 2010


A PRÓXIMA DANÇA

Faz tempo que eu não danço
Nem mais com as minhocas
Que de tão neuróticas
Hoje são um emaranhado patético
No meu cerebelo
Ah! Mas faz tanto tempo que eu não danço
Nem ao menos com os fios
Que amarraram os meus pés
No pé da minha cama
Mas eu queria dançar tudo de novo
A vida inteira!
Todos os minutos dessa vida
Num fôlego só!
E cá estou dedilhando letras
Que bailam aos olhos meus
As poesias que eu invento
Enquanto espero
A próxima dança.
Ah! Se hoje você viesse
Devagar, feito o malandro...
Dançasse uns passos de samba
Do samba que só você sabe dedilhar
Me faria dançar só de imaginar!
A próxima, a próxima dança!

9 de jun. de 2010


Meu desejo....


Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...

Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionável...

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer: Acho que você está errado, mas estou do seu lado...
Ou alguém que apenas diga: Sou seu amor! E estou Aqui!"

William Shakespeare

3 de jun. de 2010


LABIRINTO

Seja mais leve. Foi um ultimato, um desejo profundo, um aviso. Ela, perdida em tantos pensamentos sentiu como se tivesse uma arma apontada. Como fazer isso? Ser mais leve? Se amá-lo vinha sendo um fardo, uma lição difícil, um labirinto. Isso! Um labirinto! Era assim que ela sentia o amor que percorria sozinha. Em cada esquina: um fantasma, uma nova história. Mais uma volta, tenta desistir mas nunca encontrou a saída. Um dia desses se fechou neste amor labirinto e chorou copiosamente. Imaginou tantos outros que lhe abrem as portas com facilidade, se imaginou nos braços deles... Teve saudades de um ou outro. Desejou todo aquele amor declarado, seguro e fluido que lhes ofereciam... Abriu a porta, e ele sozinho, absorto, quem sabe compartilhando de pensamentos parecidos. Quem sabe ele pensava em todas as outras. Como ser leve diante de um amor de mão única? Ela teve um súbito impulso de perguntar. Mas sabia: ele mesmo que implorou por mais leveza, tinha o cenho cerrado, a boca fechada, os braços cruzados quando a conversa tergiversava para o seu interior. Sorriso aberto, gargalhadas, champagne, muita música, tudo que é externo para ele, ficava mais belo, mais leve... enfim. Mas a dela, a sua guerra, era que a leveza fosse dentro, dentro deles. E como uma oração, olhando para ele, cochichou sozinha: “Que os nossos olhos se encontrem no meio da noite e falem tudo o que há para ser dito sem uma única palavra dita. Que ao menor sofrimento, venha mesmo no meio da multidão me socorrer, atender ao meu chamado, meu pedido de ajuda. No meio do labirinto me encontre. Apenas a mão estendida, o abraço apertado, me leve embora. Puxe as cobertas e me acalente com uma música linda de embalar os sonhos. Vou acordar leve e avistar estradas largas e abertas. Já saberei o caminho que me levará até você.”

30 de mai. de 2010


Anúncio

Do meio da praça

O pipoqueiro avistou

A moça que à noite

Chorava olhando pra lua

Pela manhã abriu a porta

Pendurou um anúncio em letras decoradas:

“Se eu sou muito chão de fábrica e pouca poesia,

pé no chão e pouco devaneio

é o que tenho para o momento.”

Voltou para janela

Caderno e caneta à mão

Aliviada

Escreveu a mais linda das poesias.

Dedicada para ela.

27 de mai. de 2010

Sem meia. SÔ inteira!

Não quero meia taça
Nem a tua meia
jogada aos meus pés
Chego as seis e meia
Para te avisar
Meio amor, meio amizade
Não vale mais.
Você tem meia hora
Pra decidir se é inteiro
Ou pela metade
Pela meia alma
De lembrança
deixo a você
A meia calça
Saio pela rua
Sem meias,
Descalça.
Pra ficar
Sorrindo
No meio fio
Sem meia entrada
A rua é toda minha!
Afinal,
Não sou mais
A metade
Sô inteira!