Em busca de palavras que possam romper os dias.Palavras de todos os jeitos.Meus amigos cheguem mais perto...Fiquem à vontade.Que as palavras nos encontrem!
12 de jul. de 2010
Sabe...
Sinto-me como o maratonista
Que acaba na linha de chegada
Com o último suspiro guardado para o momento
Esta sou eu.
Apresento-me a você, doce príncipe
Para quem
entre as noites e manhãs
Esvaziei-me de energia
Para te fazer amar
Foi tanto amor
Tanto e tanto
Que ao não ser devolvido
Acabou. Assim.
Dentro de mim, resta
o gosto doce
Da tua companhia.
Que acabou.
Fora de mim, resta
o gosto doce
das novas companhias
que acabaram de chegar...
8 de jul. de 2010
Meu mapa astral neste ano é regido por CÂNCER. Na leitura, a astróloga disse coisas que eu não acreditei muito... Que neste ano eu me sentiria como uma mulher grávida. Seria um ano de fato DO TIPO MULHER. E GRÁVIDA. Explico: além da analogia de gestar algo, ou uma nova pessoa, nova vida, mutação, nascimento, eu sofreria transformações no corpo e no meu modo de levar a vida. Além do metabolismo mais lento, eu engordaria (isso eu não acreditei merrrrmo!) e que minha trilha sonora seria “Ando devagar porque já tive pressa”. E por último que descobriria coisas que só “mulherzinhas” fazem e desejam.
Ps: Ah, e tenho chorado muito com qualquer coisa... assim como as mulheres grávidas. Então, vai devagar com o andor...
2 de jul. de 2010

24 de jun. de 2010
22 de jun. de 2010
- E aí cara, saindo muito?
- Estamos por ai, o que importa é a mulherada.
- Muita mulher? Quem você está pegando...?
- Ah... a Dani... Nossa, uma coisa! Maravilha!
- Amiga do Ricardo?
- Isso...
- Putz cara, pensei que você tava namorando com a morena lá.
- Morena? Morena? Ah tá... Ela me viu nuns amassos com a Dani. Acho que ficou brava...
- Ih...
- Mas cara... só tenho amigas. Não tem essa de namorando, nâo! Namoradinha, mas inha inha mesmo pode ser a Dani....mas com contrato assinado e todas claúsulas respeitadas...ahahahaha
- Tá certo! Mas e a morena, ficou de cara?
- É... mas nada que uns elogios ao telefone, umas velinhas na sala, uma boa champagne não façam ela vir correndo se por acaso falhar a Dani...
- hahahahhaaha. E também dois trabalhos, né cara?
- Isso, ficar ou não... dois trabalhos...
17 de jun. de 2010

Faz tempo que eu não danço
Nem mais com as minhocas
Que de tão neuróticas
Hoje são um emaranhado patético
No meu cerebelo
Ah! Mas faz tanto tempo que eu não danço
Nem ao menos com os fios
Que amarraram os meus pés
No pé da minha cama
Mas eu queria dançar tudo de novo
A vida inteira!
Todos os minutos dessa vida
Num fôlego só!
E cá estou dedilhando letras
Que bailam aos olhos meus
As poesias que eu invento
Enquanto espero
A próxima dança.
Ah! Se hoje você viesse
Dançasse uns passos de samba
Do samba que só você sabe dedilhar
Me faria dançar só de imaginar!
A próxima, a próxima dança!
9 de jun. de 2010

Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...
Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...
Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...
Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionável...
Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer: Acho que você está errado, mas estou do seu lado...
Ou alguém que apenas diga: Sou seu amor! E estou Aqui!"
William Shakespeare
3 de jun. de 2010
LABIRINTO
Seja mais leve. Foi um ultimato, um desejo profundo, um aviso. Ela, perdida em tantos pensamentos sentiu como se tivesse uma arma apontada. Como fazer isso? Ser mais leve? Se amá-lo vinha sendo um fardo, uma lição difícil, um labirinto. Isso! Um labirinto! Era assim que ela sentia o amor que percorria sozinha. Em cada esquina: um fantasma, uma nova história. Mais uma volta, tenta desistir mas nunca encontrou a saída. Um dia desses se fechou neste amor labirinto e chorou copiosamente. Imaginou tantos outros que lhe abrem as portas com facilidade, se imaginou nos braços deles... Teve saudades de um ou outro. Desejou todo aquele amor declarado, seguro e fluido que lhes ofereciam... Abriu a porta, e ele sozinho, absorto, quem sabe compartilhando de pensamentos parecidos. Quem sabe ele pensava em todas as outras. Como ser leve diante de um amor de mão única? Ela teve um súbito impulso de perguntar. Mas sabia: ele mesmo que implorou por mais leveza, tinha o cenho cerrado, a boca fechada, os braços cruzados quando a conversa tergiversava para o seu interior. Sorriso aberto, gargalhadas, champagne, muita música, tudo que é externo para ele, ficava mais belo, mais leve... enfim. Mas a dela, a sua guerra, era que a leveza fosse dentro, dentro deles. E como uma oração, olhando para ele, cochichou sozinha: “Que os nossos olhos se encontrem no meio da noite e falem tudo o que há para ser dito sem uma única palavra dita. Que ao menor sofrimento, venha mesmo no meio da multidão me socorrer, atender ao meu chamado, meu pedido de ajuda. No meio do labirinto me encontre. Apenas a mão estendida, o abraço apertado, me leve embora. Puxe as cobertas e me acalente com uma música linda de embalar os sonhos. Vou acordar leve e avistar estradas largas e abertas. Já saberei o caminho que me levará até você.”
30 de mai. de 2010
Anúncio
Do meio da praça
O pipoqueiro avistou
A moça que à noite
Chorava olhando pra lua
Pela manhã abriu a porta
Pendurou um anúncio em letras decoradas:
“Se eu sou muito chão de fábrica e pouca poesia,
pé no chão e pouco devaneio
é o que tenho para o momento.”
Voltou para janela
Caderno e caneta à mão
Aliviada
Escreveu a mais linda das poesias.
Dedicada para ela.
27 de mai. de 2010
Não quero meia taça
Nem a tua meia
jogada aos meus pés
Chego as seis e meia
Para te avisar
Meio amor, meio amizade
Não vale mais.
Você tem meia hora
Pra decidir se é inteiro
Ou pela metade
Pela meia alma
De lembrança
deixo a você
A meia calça
Saio pela rua
Sem meias,
Descalça.
Pra ficar
Sorrindo
No meio fio
Sem meia entrada
A rua é toda minha!
Afinal,
Não sou mais
A metade
Sô inteira!