Mais uma do Chico...
Meia noite
Se a noite não tem fundo
O mar perde o valor
Opaco é o fim do mundo
Pra qualquer navegador
Que perde o oriente
E entra em espirais
E topa pela frente
Um contingente
Que ele já deixou pra trás
Os soluços dobram tão iguais
Seus rivais, seus irmãos
Seu navio carregado de ideais
Que foram escorrendo feito grãos
As estrelas que não voltam nunca mais
E um oceano pra lavar as mãos
Um novo e sempre inspirado amigo virtual foi quem me enviou esta "chica". Ele é amigo de uma amiga que mora no meu coração. Obrigada!
Em busca de palavras que possam romper os dias.Palavras de todos os jeitos.Meus amigos cheguem mais perto...Fiquem à vontade.Que as palavras nos encontrem!
11 de abr. de 2006
9 de abr. de 2006

FUTUROS AMANTES
Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta da estante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você
autoria: chico buarque!
Por que o Chico é necessário!
4 de abr. de 2006
Anágua de Carola
Sim, fora da roda,
Observando-a,
O ritmo matreiro
Dos passos daquela menina.
Invadi aquele raio,
Botando-me adentro
Da circunferência.
Conferido o olhar,
Veio-me logo o devaneio
De balançar ao seu lado
No sibilar do cancioneiro.
Seu sorriso desferido
Ao cavalheiro ali argüido
Deu margem ao movimento
E a pegada de jeito na cintura.
Cintura que embalava
Embalada pela embolada.
Canção, ritmo, suor, anseio e
Despertar.
Flor chamada Ana Carolina.
Sensualidade feminina,
Espontaneidade de menina.
Um tropeço na vida
Com charme distinto
Que vem lá do Olimpo.
Eu, ali, engalfinhado à sua cintura,
No transe do balançar de sua saia
Como um adolescente
A imaginar
A anágua de uma carola...
autoria: Élisson (abril de 2006)
Sim, fora da roda,
Observando-a,
O ritmo matreiro
Dos passos daquela menina.
Invadi aquele raio,
Botando-me adentro
Da circunferência.
Conferido o olhar,
Veio-me logo o devaneio
De balançar ao seu lado
No sibilar do cancioneiro.
Seu sorriso desferido
Ao cavalheiro ali argüido
Deu margem ao movimento
E a pegada de jeito na cintura.
Cintura que embalava
Embalada pela embolada.
Canção, ritmo, suor, anseio e
Despertar.
Flor chamada Ana Carolina.
Sensualidade feminina,
Espontaneidade de menina.
Um tropeço na vida
Com charme distinto
Que vem lá do Olimpo.
Eu, ali, engalfinhado à sua cintura,
No transe do balançar de sua saia
Como um adolescente
A imaginar
A anágua de uma carola...
autoria: Élisson (abril de 2006)
27 de mar. de 2006
22 de mar. de 2006
18 de mar. de 2006

Lista das coisas que preciso fazer:
Me embalar na rede a tarde inteira.Olhar a lua todas as noites durante a semana.Pisar descalço na grama logo que amanheço.Esquentar a alma no calor do sol.Abraçar demorado quem estiver ao meu lado.Respirar profundo pra sentir o meu/teu coração. Adormecer e sonhar que assim seja: me embalar na rede a tarde inteira.olhar a lua todas as noites durante a semana.Pisar descalço na grama logo que amanheço.Esquentar a alma no calor do sol.Abraçar demorado quem estiver ao meu lado.Respirar profundo pra sentir o meu/teu coração. Adormecer e sonhar ...
autoria: anacarolinacaldas, março/2006
12 de mar. de 2006
9 de mar. de 2006

Borboletas
As borboletas voltaram.Vieram todas juntas, de uma vez só.O menino com cara de anjo, ou o anjo com cara de menino, veio ao meu encontro.
Perguntei:
- O que faço agora?
Com a voz doce e alegre, respondeu:
-Guarda todas no coração e quando estivermos juntos novamente, elas voarão ao nosso redor.
Vou guardar.
(autoria: anacarolinacaldas e o menino com cara de anjo, março/2006)
4 de mar. de 2006
Terra do Nunca e do Sempre
Se um dia eu me olhar no espelho e lá encontrar estes homens e mulheres que perambulam por aí, por favor me avise, não me deixe passar pro lado de lá...
Estes homens e mulheres
cansados de viver
desconfiados do futuro
sufocados pela falta
de amor, muito amor
quer brincar,
quer dançar,
quer pular,
quer sorrir,
quer abraçar
quer beijar,
quer sentir.
Ai, ai
Se todos soubessem
que esta é a verdadeira
magia da vida
Olhe no espelho de novo
Lá está ela
Viu?
Quer andar de mãos dadas
com você
Pra encontrar os caminhos
que você esqueceu
Quando chegar mais perto
saberás de um segredo
Você acha que não pode mais
Quer brincar
Esconde esconde, pega pega, faz de conta
Verás que está tudo lá
guardado
Num instante
de mãos dadas com outras e outras
crianças
estarás a rodar e a rodar
na grande ciranda do amor
(autoria: Ana Carolina Caldas março, 2006)
poesia inspirada em Amélie Poulain, na Ilha da Magia, na Terra do Nunca, na Fantástica Fábrica de Chocolates, no Sítio do Pica Pau Amarelo, nos Saltimbancos Trapalhões, nos sábados na minha casa quando meus pais brincavam de teatro, nos anjos da guarda, nas fadas, nos gnomos e duendes, nos meus amigos que sabem brincar nesta vida, na Carol, na Isabela, no Didi, na Luiza , na Clarinha,na Paulinha, na Sthefany, no Francisco, na Carolzinha, na Sofia, na Bianca, no Gabriel e nesta criança que vive aqui dentro de mim
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