20 de jan. de 2008


ESTAR NO PONTO.....



Uma fruta madura é quando ela está pronta para ser consumida ou “cumprir a sua missão¨ que é o de alimentar. Está no ponto. “Está maduro”, “maturou”... "Maturidade."



Tão simples nos parece. O processo de maturação da fruta já sabemos. O nosso biologicamente também já o sabemos. Porém a maturidade emocional, psicológica que é a travada nas andanças da vida... pra cada um, chega diferente. Portanto, cada um de nós vai saber "quando se está no ponto". Pra mim, a maturidade chega quando percebemos que estamos prontos para cumprir nossa missão. Ou, para fugir do significado esotérico da coisa, quando definimos o que desejamos como missão em nossa vida (que pode ser inclusive o de não ter missão alguma). Inventar pequenas missões apenas para que elas me levem a caminhar, caminhar e caminhar é a minha missão.




O ponto de partida e chegada é o mesmo sempre: minha alma mais leve, mais corajosa, mais desapegada, mais espiritual do que material. Estou no ponto, então!!! No ponto para caminhar mais leve....




Somos caminhantes de lugar algum. Somos caminhantes de nós mesmos...Até a hora que contraditoriamente a Maturidade "se apodera" da gente no melhor sentido... quando estamos prontos para nos abandonar e construir pontes para a alma do outro, dos outros...A fruta madura que foi cuidada, protegida e guardada....se desfaz para cumprir a sua missão: se doa, alimenta, se liberta...



Com a alma mais leve....a gente aprende a rir de si mesmo, a se abrir para o mundo, a se resignar nas tempestades, a não querer provar nada para ninguém, a perdoar e recomeçar quantas vezes forem necessárias. Afinal são só caminhos...Apenas caminhar e abrir-se ao mundo e aos outros.


Centrar-se nas pequenas missões possibilita o acaso, o não compreendido, o não planejado, os milagres e muitas vezes a reviravolta para uma nova grande missão...Possibilita a paz de espírito que é o grande sinal que estamos no ponto para alimentar a vida...



anacarolinacaldas

11 de jan. de 2008

"Quanto mais ando, querendo pessoas, parece que entro mais no sozinho do vago..." - (...). Eu tinha culpa de tudo, na minha vida, e não sabia como não ter. Apertou em mim aquela tristeza, da pior de todas, que é a sem razão de motivo; (...) E eu nem sabia mais o montante que queria, nem aonde eu extenso ia.


joão guimarães rosa

4 de jan. de 2008

O SEGREDO


Eu descobri ! Descobri o que me angustia, eu descobri o caminho que desejo trilhar pro resto da vida...mesmo que penoso seja. Porém mais penoso é o caminho errado – esse que nos afasta da nossa essência, da nossa alma...Uma vez li ou escutei que a angústia é o sinal que a nossa alma sente-se aprisionada e grita por liberdade.

Sim, a Liberdade. Eu a desejo como caminho pra sempre daqui pra frente.

Aos poucos cheguei a esta conclusão. Assim é que as grandes descobertas acontecem...depois de muita cabeçada, sofrimento, ilusões.

Já experimentei outro caminhos e só por causa deles é que pude compreender o que não desejo mais. Só podemos saber o que não queremos, sem fazer julgamento leviano, quando experienciamos...Já vivi a ilusão das vaidades, do poder, da arrogância, da onipotência e da falsa humildade. Já me vi sem brilho por viver as regras e crenças de outros. Já me vi “engolindo” traição, desonestidade e falsidade por desejar me prender a uma “certa estabilidade”. Já me vi deprimida, triste, arrependida, desanimada por não ter forças pra tirar máscaras ou tornar-me mais realista frente a tanta prisão do mundo ilusório.
Já me vi quase desistindo disso tudo.

Só quando me vi sozinha frente a todas estas conclusões é que percebi que é isso mesmo: Você pode estar todos os dias no meio de uma multidão mas a decisão é sua: ou fica misturada pra sempre nela(na multidão) sem saber quem é, ou pula fora desse barco muitas vezes colorido, poderoso, vaidoso....cheio de promessas tentadoras que te seguram pra não sair. Promessas que perfuram o teu ser, se impregnam na tua alma e te adoecem a longo prazo ou te prendem pro resto da vida.

Vi que ainda dá tempo pra eu me despir e abandonar de vez as promessas tentadoras e seguir novo caminho, o que vai me levar até quem sou, vai me levar até aos poucos e verdadeiros amigos que se identificarão com “minhas vestes sem brilho, meu pouco poder e minhas mãos vazias”, porém com a minha alma leve, limpa e verdadeira.

Quero a liberdade pra acreditar no que os meus olhos vêem, meu coração sente e nunca mais serei guiada por “seitas” ou gente que vive lá no meio da multidão. Quero a liberdade pra conversar horas e horas com os meus amores, aqueles que tenho liberdade de escolher a quem eu abraçarei apertado e darei beijos infinitos.Quero a liberdade para encontrar um amor tranqüilo. Quero a liberdade para viver com minhas próprias regras. Quero a liberdade que me liberta das prisões da ilusão. Quero a liberdade para passear pela minha cidade. Quero a liberdade para de fato ser mulher, sem defesas. Quero a liberdade para enfim, viver com a consciência tranqüila.

A batalha vai ser árdua, pois o mundo todo é contra essa tal liberdade que poucos se arriscam a tomá-la como sua. Mas eu vou lutar pois é direito meu!

E Viva a Liberdade!!!!!!

Esse é o meu desejo de 2008... Vamos nos libertar...
autoria:anacarolinacaldas
Tempos Modernos
Eu vejo a vida
Melhor no futuro
Eu vejo isso
Por cima de um muro
De hipocrisia
Que insiste
Em nos rodear...
Eu vejo a vida
Mais clara e farta
Repleta de toda
Satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão...
Eu quero crer
No amor numa boa
Que isso valha
Pra qualquer pessoa
Que realizar, a força
Que tem uma paixão...
Eu vejo um novo
Começo de era
De gente fina
Elegante e sincera
Com habilidade
Pra dizer mais sim
Do que não, não, não...
Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo
Que volte amor
Vamos viver tudo
Que há pra viver
Vamos nos permitir...
Eu quero crer
No amor numa boa
Que isso valha
Pra qualquer pessoa
Que realizar, a força
Que tem uma paixão...
Eu vejo um novo
Começo de era
De gente fina
Elegante e sincera
Com habilidade
Pra dizer mais sim
Do que não...
Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo
Que volte amor
Vamos viver tudo
Que há prá viver
Vamos nos permitir...
Lulu Santos

28 de dez. de 2007

Fim.


Foi sempre assim
Mas sempre acreditou
Um dia isso ia ter um fim
E logo um novo começo
Do jeito que por várias vezes
Tinha sonhado

Desta vez parou de acreditar
E o sonho se fez pranto
O novo começo mais uma
Vez não veio
E parou de acreditar
Pediu apenas
Que apagassem as luzes


Queria dormir
Pra não enxergar mais
Os sonhos que tinha sonhado




autoria:anacarolinacaldas

16 de dez. de 2007

Para 2008:

Minha primeira e mais importante promessa é abandonar aquele que me faz ter medo das coisas, das aventuras, das decisões. Abandonar este que me fez ver nas pessoas (por causa dele) coisas muito ruins. Abandonar essa trava nos meus olhos. Abandonar isso que contamina e enferruja o coração. Abandoná-lo e criar novas “regras” de vida. Só minhas e ninguém tem nada a ver com isso. Vou abandonar-te pra nunca mais me abandonar. Vou indo bem pra longe de você porque não quero mais ser ninguém destes personagens que você insistiu que eu tentasse ser pra te alimentar. Eu quero não ser para apenas viver. Mais leve. To indo sem você:Ego.
autoria:anacarolinacaldas

14 de dez. de 2007





Respeitosamente...

Escrevo hoje sem pedir licença à minha privacidade que tanto prezo. Hoje quero escrever por respeito à minha confusão e que se dane o respeito do respeito a já não sei mais o que. Na verdade é sobre isso que escrevo: o respeito que está cada vez mais em extinção. Respeito seria um dos “contratos” para que possamos viver civilizadamente entre nós – os seres humanos. O respeito que falo diz respeito ao que eu penso de respeito. Ahn?? Isso mesmo. E essa coisa que cada um pensa o que quer dá o direito de fazer o que bem entender com a sua consciência e com o outro, não é mesmo?? Então eu sinceramente tenho tido medo de alguns “respeitos” que ando encontrando...

O meu respeito é aquele que pensa no outro, pensa na conseqüência das ações para o outro.Porém, vejo a cada dia que passa que o conceito de respeito de tanta, mais tanta gente é aquele que diz respeito a si, ao seu ego! Isso...o Ego. Para alimentar os seus egos, as suas vaidades, o seu status e na maioria das vezes a sua conta bancária e o seu poder, investem cada vez menos no respeito e cada vez mais nas traições, nas rasteiras e no egoísmo.

Ando assustada e vejo tanta gente boa, de bom coração se encolhendo, com medo e desconfiada. Vejo gente tão perto de mim que anda quase desistindo de ser o que é pra fazer o "jogo". Vejo gente boa acreditando que sempre o mal vence. Vejo gente boa, digna, abnegada e generosa com medo de ser tudo isso....porque tem sempre um "urubu sobrevoando" atrás de mais energia pra sugar, pra roubar...

Essa tal vaidade ainda vai levar muita gente longe. Bem longe do que é “ser humano.” Ainda vai levar bem longe do coração. Quero não ir muito longe. Quero não me encobrir de brilho, ouro e devaneios. Quero não fazer nada de ruim pro meu irmão, minha irmã e meus amigos. Quero então optar pelo lado esquerdo do peito. Quero mais coração, mesmo que para isso eu precise cair e sempre com a mão estendida me levantar e caminhar com os meus...

E eu vou continuar acreditando que com o coração na mão no lugar das vaidades e das moedas eu e mais essa gente que pensa no outro....não iremos muito longe não. Ficaremos sempre pertinho um do outro, sentindo a respiração, os cheiros, as vozes , os olhares e entenderemos que mais vale nossa alma leve do que o corpo pesado do esforço de todo dia eliminar o outro do caminho para continuar correndo sei lá para onde .

O único caminho daqui pra frente que eu desejo fazer é com você, por você e pra você. Se a gente perder, a gente se levanta e vai junto com fé que o BEM SEMPRE VENCE O MAL.

autoria:anacarolinacaldas

29 de nov. de 2007

REFLEXÕES SOBRE O PRECONCEITO E OS INTELECTUAIS NO BRASIL
Andréa Caldas[i]



Mais uma vez, o PSDB faz uso das páginas dos jornais para estabelecer sua contenda ideológica com as armas do preconceito.


Em notícia veiculada pela Folha de São Paulo, no dia 24 de novembro de 2007, Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República, sociólogo e dirigente do PSDB, estabeleceu as bases de sua disputa política como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ex-metalúrgico e dirigente do PT:

“Nosso partido tem gente acadêmica, não temos vergonha disso. Tem gente que sabe falar mais de uma língua, e também sabemos falar muito bem nossa língua. Muitos brasileiros ainda não puderam saber falar bem a nossa língua e muito menos as outras. (...) Queremos brasileiros melhor educados (sic), e não brasileiros liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria.”

O argumento, exaustivamente utilizado, da falta de formação universitária do presidente Lula e seus eventuais equívocos no uso da linguagem padrão merece algumas ponderações e análises que ultrapassem a barreira do senso comum e da estandartização dos preconceitos, que freqüentemente sedimentam a batalha ideológica de muitos de seus oponentes.
Ultrapassar a barreira do “pré-conceito” é, segundo nos adverte Agnes Heller (2004)[ii], superar a cristalização das primeiras noções, avançar para além da naturalização do imediato e, portanto, indagar sobre a historicidade das idéias.


Nesta direção, examinando a história da formação social brasileira, iremos encontrar a sociedade colonial dividida fundamentalmente entre a imensa maioria de escravos e a minoria dominante constituída pelos latifundiários escravocratas.


Neste contexto, nascem os primeiros intelectuais brasileiros, vinculados à administração colonial, à burocracia e à Igreja, que na época era, conforme profícua análise de Carlos Nelson Coutinho (2000, p.22)[iii], um “aparelho ideológico direto do estado colonialista”. Desta forma, nesta atmosfera social, ganha força o “intimismo à sombra do poder” como traço fundamental da gênese da atividade intelectual brasileira.


Ainda, segundo COUTINHO (2000, p.23-24), a cooptação assumia frequentemente o caráter de favor pessoal.Ligando-se a um poderoso, a um proprietário influente, o intelectual era agraciado com empregos, prebendas, etc. É verdade que essa situação de subordinação pessoal às classes dominantes era disfarçada pelo status relativamente elevado atribuído à condição de intelectual. A posse da cultura era um meio de distinção para os homens livres não proprietários. (...) E esse status, ao mesmo tempo em que servia de disfarce para a posição dependente do intelectual, acentuava o caráter ornamental da cultura dominante da época.

Se a formação histórica do Brasil se desenvolveu e avançou em muitos aspectos, é necessário admitir que sua preferencial opção pelas “reformas pelo alto” manteve inalterados muitos aspectos de uma mentalidade arcaica, de um passado que teima em não passar, articulado aos variados processos de modernização conservadora.


Entre estes resquícios do colonialismo, em pleno século XXI, encontramos o cultivo do status do intelectual, que pretende afirmar-se como independente e autônomo frente aos grupos sociais e seus interesses, consolidando uma torre de marfim que o distinguiria do conjunto da população.
Mais surpreendente, entretanto, é quando este status de suposta neutralidade é evocado por conhecidos dirigentes partidários, que pretendem substituir a disputa de projetos ideológicos pela oposição entre ilustrados e ignorantes, onde o título acadêmico blinda as opções políticas.
Este artifício da despolitização e sua substituição pela meritocracia já havia sido intentado pelos apologetas do regime militar, que se apresentavam como técnicos, no exercício do arbítrio do poder. É, portanto, assustador que este discurso do mérito intelectual seja novamente utilizado como forma de escamotear as diferenças de projetos e escolhas políticas.


Faz-se necessário, assim, examinarmos com mais vagar as mensagens subliminares do ideário ideológico que pretende estabelecer a pseudo-cisão entre os que “falam corretamente a língua portuguesa” e os que não a dominam.

1. O que se afirma quando se defende o “falar corretamente”

Conforme já mencionado, na história brasileira os homens livres não proprietários que puderam ascender socialmente foram aqueles que obtiveram acesso ao conhecimento intelectual, privilégio de uma ínfima minoria, em nossa sociedade marcadamente excludente.
De lá para cá, ainda que o desenvolvimento histórico e as lutas sociais tenham feito avançar a escolarização básica, sabemos que a titulação acadêmica e o domínio do saber sistematizado são ainda, hierarquizados.

Os indicadores de aprendizagem gerados pelo SAEB (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica, criado em 1990), para “os concluintes do ensino fundamental mostram um quadro de pouca efetividade dos sistemas educacionais brasileiros. Em Língua Portuguesa, cerca de 10% dos estudantes atingiram um patamar adequado”. (MEC, 2003, p.6)[iv]

Trata-se, portanto, de privilégio reservado a alguns, mais facilmente acessado por aqueles que provêm de classes culturalmente favorecidas, fato este não ignorado pelo partido de FHC, implementador dos sistemas de avaliação da educação básica e superior, no Brasil, a partir dos anos 90.

Ademais, os dados gerados por este sistema de avaliação no ensino fundamental demonstram que “no período de 1995 a 1997, a média da proficiência em Língua Portuguesa caiu em torno de 6 pontos; de 1997 a 1999 a queda foi ainda mais significativa – quase 20 pontos.” (MEC, 2003, p.24)

Ou seja, a administração tucana, que deu prosseguimento à avaliação do “conhecimento e habilidades adquiridas pelos alunos”, não foi tão pródiga em gerar medidas de elevação da qualidade da educação oferecida no Brasil.

2. O que se esconde quando se defende o “falar corretamente”

Na defesa da gramática e da sintaxe, do cultivo do saber acadêmico, apologizado pelo PSDB, há sem dúvida um destinatário explícito e exclusivo.

Isto porque, não se tem notícia de que os quadros deste partido ou seus simpatizantes acampados na grande imprensa tenham envergado o mesmo esforço para arrolar eventuais equívocos lingüísticos cometidos por empresários, financistas e assemelhados.

Desta forma, reproduz-se aqui a mesma formatação colonial que engendrou o voto censitário, para a qual o proprietário não precisa provar mais nada: sua mera condição de dono do capital lhe assegura o status de cidadania plena e mando absoluto.

Quem precisa provar seu mérito, seu direito a exercer a cidadania política, são, nesta concepção, os não-proprietários, os trabalhadores. Segundo a meritocracia, filha adotiva do sistema capitalista, quem pode ser cidadão é quem tem mérito, e, no caso da ideologia tucana, mérito acadêmico e titulação.

3. O que está em jogo: para além das disputas de sintaxe

Há sem dúvida, no entremeio do cultivo ornamental da cultura, da apologia do estilo literário, uma luta concreta entre projetos políticos, que busca ser ocultada nas disputas de sintaxe.
Existe, por certo, de parte de muitos, um forte incômodo com a presença de um operário no poder, que a tradição histórica brasileira sempre reservou aos proprietários ou seus apadrinhados letrados, brancos e de classe média.

Que se concorde ou se discorde com os rumos apontados pelo atual governo; o que não se pode admitir é que o debate das idéias seja substituído pelo preconceito e a desqualificação.
Defender a universalização da cultura e, para tanto, lutar por medidas políticas efetivas para o desenvolvimento do sistema educacional brasileiro é diferente de defender o privilégio dos ilustrados e proprietários.

Faz-se, portanto, mister que a polêmica da forma lingüística se subordine à necessária discussão do conteúdo político e social, através da qual possam ser evidenciadas as relações e intenções contidas nos diferentes discursos e projetos. Discussão esta que a fala preconceituosa de FHC tem por objetivo principal ocultar.

[i] Professora do Setor de Educação da Universidade Federal do Paraná. Doutora em Educação.

[ii] HELLER, A. O Cotidiano e a História. 7ª. ed. SP: Paz e Terra, 2004.
[iii] COUTINHO, C. N. Cultura e Sociedade no Brasil. 2ª. Ed. RJ: DP&A, 2000.
[iv] MEC. Qualidade da Educação: Uma Nova Leitura do Desempenho dos Estudantes da 8ª. Série do Ensino Fundamental. Brasília, dez, 2003.
O cara-de-pau


Fernando Henrique Cardoso e a oposição sabem que não existe nenhuma possibilidade de o Lula continuar por mais um mandato. Por maior que seja o apego dos petistas ao poder, não seria nada fácil conseguir alterar a Constituição para permitir um eventual terceiro mandato do presidente. A mudança poderia provocar ainda um efeito cascata em estados e municípios do país. O cálculo político recomenda que os partidos da base governista encontrem outro nome para enfrentar José Serra ou Aécio Neves nas próximas eleições. Não valeria a pena brigar por uma causa no mínimo antipática para a opinião pública. Em entrevistas, sabiamente, o próprio presidente descarta o terceiro mandato. Lulinha não é bobo. Ninguém é. Por isso vamos deixar claro qual é o principal objetivo do alvoroço que a oposição e a imprensa estão criando em cima do tema.
Ao supostamente advertir os brasileiros sobre o "golpismo" de Lula, Fernando Henrique Cardoso, este intelectual de segunda categoria, político de terceira e ser humano de quarta, está, obviamente, tentando vincular o governo do PT às mudanças em andamento na Venezuela e na Bolívia. Como não têm cacife político ou ético para ser uma oposição real ao governo do PT, FHC e seus asseclas insistem em associar o presidente Lula a Hugo Chávez e Evo Morales, os dois mais novos e perigosos "ditadores" da América Latina. A mensagem subliminar do seu discurso alerta para o perigo de Lula seguir os passos de Chávez e Morales e se perpetuar no poder. Um prato cheio para armazéns de secos e molhados como a Veja-Mas-Não-Leia, que acreditam em "eixo do mal" e outras teorias conspiratórias.
O Brasil não é a Venezuela. Nem a Bolívia é Cuba. Assim como o Chávez não é o Fidel nem o Lula é o Morales. São todos países e políticos com trajetórias e realidades muito distintas, apesar dos algozes em comum. A confusão em torno do assunto serve apenas aos interesses mesquinhos e politiqueiros de tucanos e demos. Lula vai cumprir seu segundo mandato e entregar a faixa ao próximo presidente na data combinada. Seja ele quem for. Feliz ou infelizmente, o PT não está pronto ou interessado em uma ruptura institucional. Além disso, todos sabem ou deveriam saber quem comprou deputados para aprovar a reeleição neste país. Fernando Henrique Cardoso ainda nos deve satisfação sobre o "golpe branco" de 1998. Vai ser cara-de-pau assim na Sorbonne!
autoria: César Guerra Chevrand (Jornalista/RJ)

19 de nov. de 2007

Estranheza

Ta tudo estranho
Meus olhos não vêem mais o que viam antes
Minha boca não sente mais o mesmo gosto
Meu corpo é outro e tá perdido sem saber pra onde ir...

Fique aqui
Parado
Sentado
Até passar
Essa

Estranheza



de:anacarolinacaldas

19 de out. de 2007

Pra lá...


Tem dias que a gente se sente como quem partiu....
Eis que vem a roda viva e carrega o destino...




autoria:anacarolinacaldas e o chico